"Eu, Ota, rio de Hiroshima": outra perspectiva da bomba
Nexo Jornal 07 ago 2020O Nexo Jornal apresenta um trecho da peça "Eu, Ota, rio de Hiroshima", do dramaturgo francês Jean-Paul Alègre, publicada no Brasil pela Temporal Editora. A obra propõe uma abordagem poética e humanizada sobre o primeiro ataque com bomba atômica da história, ocorrido em 6 de agosto de 1945, afastando-se do tom meramente documental para focar no impacto subjetivo e coletivo da tragédia sobre os moradores da cidade japonesa.
O texto dramatúrgico utiliza como elemento condutor as águas do rio Ota, que atravessa Hiroshima e serve de testemunha silenciosa do horror, da destruição e da reconstrução. Ao dar voz ao rio, à natureza e às lembranças das vítimas, Alègre constrói um manifesto lírico em defesa da paz, do pacifismo e da preservação da memória histórica.
A publicação destaca a importância da dramaturgia contemporânea como um espaço de reflexão ética e política, capaz de sensibilizar os leitores para as consequências devastadoras do uso de armas bélicas na humanidade.

