"O teatro é um espelho da sociedade", diz autor de peça sobre Hiroshima
Estadão 10 nov 2020Na entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo, o dramaturgo francês Jean-Paul Alègre discute os fundamentos éticos e estéticos de sua peça dedicada ao ataque atômico contra Hiroshima. O autor defende a premissa de que o teatro funciona como um reflexo direto das contradições e dores da sociedade, assumindo a responsabilidade política de confrontar episódios históricos devastadores para evitar o apagamento da memória e a repetição dos mesmos erros no presente.
Alègre explica que a montagem evita o tom abertamente documental ou Panfletário, optando por dar voz à dimensão humana, poética e subjetiva dos afetados. O texto aborda o dilema da convivência ética após o horror nuclear, ressaltando o papel da dramaturgia na promoção do diálogo interpessoal e do pacifismo universal.
A matéria destaca como a encenação busca engajar o público contemporâneo em uma reflexão urgente sobre a fragilidade humana diante da corrida bélica e o valor da arte como resistência contínua.

