Juliana Estanislau de Ataíde M. Tradutor, Prefaciador - Brasil
Graduada em Licenciatura Letras Português (2009) e em Licenciatura Letras Francês (2021) pela Universidade de Brasília, fez Especialização em Literatura Brasileira pela Universidade Católica de Brasília (2012), Mestrado em Literatura pela Universidade de Brasília (2013) e Doutorado (2019) em Literatura pela mesma instituição, com período de Doutorado Sanduíche (PDSE/CAPES) na Université de Poitiers (França).
Realizou Pós-Doutorado na Universidade de Brasília sob a supervisão de Biagio D'Angelo. Atuou como professora de Língua Portuguesa da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF).
Atualmente é professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB), pesquisadora colaboradora e orientadora de Mestrado Acadêmico, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Literatura (Pós-Lit/UnB). É membro e vice-líder do Grupo de Pesquisa LiterArtes (UnB/Cnpq).
Atuou também como professora voluntária de Português para refugiados e migrantes estrangeiros no projeto ''Proacolher: Português como língua de acolhimento'' (UnB). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Teoria e Crítica Literária, Literatura e Outras artes e Literatura e Fotografia.
- país Brasil
- projetos 3 obras publicadas

E os cães se calaram
Teatro em língua francesa Teatro negro
trecho da obra
-
O Rebelde
Um país de enseadas, de palmeiras, de pândanos… um país de mão aberta…
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A Mãe
vejam, ele não obedece… não renuncia à sua vingança maligna… ele não se desarma.
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O Rebelde
(Duramente) Meu sobrenome: ofendido; meu nome: humilhado; meu estado: revoltado; minha idade: a idade da pedra.
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A Mãe
Minha raça: a raça humana. Minha religião: a fraternidade…
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O Rebelde
Minha raça: a raça decaída. Minha religião… mas não são vocês que vão prepará-la com o seu desarmamento… sou eu com a minha revolta e meus pobres punhos cerrados e minha cara hirsuta
pags. 92 -- 93
E os cães se calaram
E os cães se calaram é o primeiro texto dramatúrgico de Aimé Césaire, e passou por quatro tempos de escrita, como nos explicita Fernanda Murad Machado no prefácio: primeiro como drama histórico, depois publicada como oratório lírico, declamado como drama radiofônico, para então ser publicada como...
conheça mais- Martinica
- 1956
- 2025
- 160 págs

A encruzilhada
Teatro em língua francesa
trecho da obra
-
Mulher
Eu quero ver além do futuro, esse futuro tão próximo que salta aos olhos. Quero ver além desse futuro. O único que me é imposto... a mim e aos filhos que carrego. Um futuro que escorre de um passado de perdas, de esquecimentos, de ausências, de caídas, de recaídas, de declínios, de eclipses. Um futuro é um vazio de tempo que a gente preenche de si mesmo. Eu quero preencher esse futuro de mim mesma. Quero deixar minhas pegadas no tempo. De novo. De novo. Até que o tempo tome uma forma de mim. É esse o futuro na minha dimensão de mulher-presente. Presença. O futuro é Presença.
pag. 56
A encruzilhada
Esta peça verte em poesia vidas ressecadas pelo autoritarismo, vidas daqueles que, nas palavras de um dos personagens, precisaram aprender a se confundir com o cenário para poderem se manter vivos. Uma Mulher e um Poeta estão à procura de um caminho, de um futuro, onde seja possível ser alguém, n...
conheça mais- Togo
- 1990
- 2023
- 80 págs

Uma temporada no Congo
Teatro em língua francesa Teatro negro
trecho da obra
-
Ambulante-gritador
Acordem, acordem, congoleses. Tapem os ouvidos para a lavagem cerebral! Saiam dos buracos, das oficinas, das fábricas! Mas para reivindicar e para exigir! A independência não pode ser uma palavra vazia. Acreditem em mim, a palavra não é vazia para todo mundo. Perguntem a seus parlamentares e ministros. Carros são para ministros e deputados. Mulheres são para deputados e ministros. Papai Noel é para negros de monóculo. Que o Papai Noel seja para todo mundo! E assim que nos entendemos a independência do Congo! Viva a independência congolesa!
pags. 66 -- 67
Uma temporada no Congo
Uma temporada no Congo, publicada em 1967, abarca cronologicamente os acontecimentos que se deram na República Democrática do Congo entre 1959 e 1961. Dividida em três atos, a peça de Aimé Césaire retoma os eventos políticos da independência e da subsequente nomeação de Patrice Lumumba como prime...
conheça mais- Martinica
- 1966
- 2022
- 232 págs
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