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La Musica e La Musica segunda por Marguerite Duras
Um casal recém-separado se reencontra na pequena cidade francesa de Évreux por ocasião da formalização de seu divórcio. Reunidos no salão de um hotel que evoca a lembrança de sua vida juntos, eles sabem que se veem pela última vez. Inicialmente, Anne-Marie Roche e Michel Nollet se dirigem um ao outro com formalidades e certo pragmatismo. Pouco a pouco, no entanto, abandonam a segurança protocolar e adentram o terreno obscuro, amedrontador e irrepresentável de um amor que se reaviva e, ao mesmo tempo, se revela insustentável. A tensão entre os personagens cresce progressivamente, atingindo seu ápice em momentos explosivos, o que torna ainda mais palpável e densa a ligação entre o antigo casal.
Vinte anos depois da publicação, em 1985, enquanto eram ensaiadas leituras de alguns textos de Duras – dentre os quais, La Musica –, Sami Frey, um dos atores participantes, propôs à autora uma montagem da peça com algumas variações, e assim se originou La Musica segunda.
Mais do que uma repetição variada do original, La Musica segunda é uma peça formada por dois atos muito diferentes entre si: o primeiro baseia-se em um diálogo mais tradicional, enquanto o segundo tende a ofuscar a individualidade dos dois personagens e a acentuar o lirismo do texto, intensificando tanto as faíscas de amor quanto as sutilezas entre eles, que por vezes falam diretamente ao público, quase numa declamação.
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sinopse
Um casal recém-separado se reencontra na pequena cidade francesa de Évreux por ocasião da formalização de seu divórcio. Reunidos no salão de um hotel que evoca a lembrança de sua vida juntos, eles sabem que se veem pela última vez. Inicialmente, Anne-Marie Roche e Michel Nollet se dirigem um ao outro com formalidades e certo pragmatismo. Pouco a pouco, no entanto, abandonam a segurança protocolar e adentram o terreno obscuro, amedrontador e irrepresentável de um amor que se reaviva e, ao mesmo tempo, se revela insustentável. A tensão entre os personagens cresce progressivamente, atingindo seu ápice em momentos explosivos, o que torna ainda mais palpável e densa a ligação entre o antigo casal.
Vinte anos depois da publicação, em 1985, enquanto eram ensaiadas leituras de alguns textos de Duras – dentre os quais, La Musica –, Sami Frey, um dos atores participantes, propôs à autora uma montagem da peça com algumas variações, e assim se originou La Musica segunda.
Mais do que uma repetição variada do original, La Musica segunda é uma peça formada por dois atos muito diferentes entre si: o primeiro baseia-se em um diálogo mais tradicional, enquanto o segundo tende a ofuscar a individualidade dos dois personagens e a acentuar o lirismo do texto, intensificando tanto as faíscas de amor quanto as sutilezas entre eles, que por vezes falam diretamente ao público, quase numa declamação.
trecho da obra
Michel Nollet Ele
Digo que você era uma mentirosa. Uma hipócrita. (Ela ri) Sem coração. Má. E também nula para cuidar da casa, cozinhar… Tudo.
Anne-Marie Roche Ela
Você disse tudo?
Michel Nollet Ele
Tudo. Para não esquecer nada. (Um tempo) E você, o que você diz de mim?
Anne-Marie Roche Ela
Eu digo isso: é um homem assim: já no primeiro dia na casa, ele falou em ir embora