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Mão na luva por Oduvaldo Vianna Filho
"Um casal — Ele e Ela — vive uma crise e discute sobre a separação. Ela quer deixar o casamento, alegando não o aguentar mais, ao passo que Ele resiste à ideia e menospreza as motivações da companheira. O conflito matrimonial desvela camadas mais profundas conforme o leitor-espectador se depara com uma sequência de flashbacks , e o passado, repleto de paixão, aos poucos revela uma série de problemáticas relacionadas ao engajamentos de ambos no projeto político-cultural nacional-popular de tempos anteriores, que parecia haver se tornado insustentável.
Entre idas e vinds, os afetos pessoais e os conflitos agressivos do casal vão registrando elementos do contexto político anterior. Ela (mais tarde nomeada Silvia) recorda a antiga militância de esquerda que Ele (Lúcio) aos poucos abandonou para tornar-se alguém oposto ao que outrora perseguia como ideal. Primeira incursão de Vianinha pelo terreno do lirismo, a peça aborda os impasses da classe média de esquerda pós-1964 com surpreendente acuidade formal e analítica."
"Um casal — Ele e Ela — vive uma crise e discute sobre a separação. Ela quer deixar o casamento, alegando não o aguentar mais, ao passo que Ele resiste à ideia e menospreza as motivações da companheira. O conflito matrimonial desvela camadas mais profundas conforme o leitor-espectador se depara com uma sequência de flashbacks , e o passado, repleto de paixão, aos poucos revela uma série de problemáticas relacionadas ao engajamentos de ambos no projeto político-cultural nacional-popular de tempos anteriores, que parecia haver se tornado insustentável.
Entre idas e vinds, os afetos pessoais e os conflitos agressivos do casal vão registrando elementos do contexto político anterior. Ela (mais tarde nomeada Silvia) recorda a antiga militância de esquerda que Ele (Lúcio) aos poucos abandonou para tornar-se alguém oposto ao que outrora perseguia como ideal. Primeira incursão de Vianinha pelo terreno do lirismo, a peça aborda os impasses da classe média de esquerda pós-1964 com surpreendente acuidade formal e analítica."
trecho da obra
Ele (Lúcio Paulo Freitas)
Quer dizer que você vai embora mesmo, assim? (Tempo. Ela faz que sim) Está certo. Deve ser talvez melhor, quem sabe. (Pausa) Ontem tudo não estava bem? (Pausa) Nove anos... Por que mesmo?
Ela (Sílvia)
A gente não anda assim longe assim?... Me sinto mal, preciso pros dois.